O Movimento Estudantil (ME) da USP passou por momentos importantes neste ano, como a implementação da UNIVESP, a entrada da Tropa de Choque no Butantã e as eleições para reitor que culminou com a escolha do prof. João Grandino Rodas. Apesar disso, terá sido um ano bom para a participação e envolvimento dos estudantes? O Diretório Central de Estudantes (DCE) esteve presente nos diferentes campi debatendo essas questões e também aquelas específicas a cada lugar?
Infelizmente a atual gestão do DCE, “Nada Será Como Antes” (NSCA), que tenta a reeleição para o DCE, esteve bastante distante e omissa em discutir com os estudantes seja da capital e/ou do interior esses problemas de forma a ampliar o movimento, torná-lo mais participativo com cada vez mais estudantes questionando sua própria realidade. Mas soube construir as pautas próprias ao seu grupo político, passando em sala para levar os estudantes ao Congresso Nacional de Estudantes e que poucos sabem dizer o que é e para que serve.
Nós da chapa “Para Transformar o Tédio em Melodia” acreditamos que é preciso democratizar o Movimento Estudantil, pois a maioria dos estudantes esteve longe de ser informada a respeito do que acontece na USP, menos ainda de poder se envolver no ME e mudar sua realidade. Se pensarmos na própria EACH, vemos poucas discussões sobre um dos maiores campi da USP e que apresenta diversos problemas, sendo encarada com preconceito pelos demais campi, principalmente o Butantã. Temos que reverter esse quadro!
A EACH pode cantar outra melodia
Acreditamos que é possível fazer diferente, e para isso é necessário envolver os estudantes em sua própria realidade. A EACH precisa debater a formação curricular de seus cursos, a contratação de professores especializados nos cursos que ministram. Mas também é preciso que o DCE esteja próximo dos cursos e CAs. Gestão Ambiental e Obstetrícia brigam para que a profissão seja regulamentada e é papel da entidade auxiliar os estudantes nessa luta. Outro ponto importante é elaborarmos uma proposta de moradia estudantil, nos moldes da Casa dos Estudantes da Faculdade de Direito.
Quando a EACH era um projeto, a comunidade da Zona Leste, junto com o Fórum de Educação da ZL debatiam os impactos que a USP causaria na região com muito otimismo. Passados quase cinco anos, o que pensam? Achamos de grande importância retomar o diálogo com o Fórum para que possamos conhecer ainda melhor a EACH e sua história lançando novo olhar para o que é atualmente, mas também qual o papel social que a universidade deve cumprir e que por vezes está distante de sua realidade.
Temos uma tarefa bastante difícil e complexa, mas extremamente necessária, que é fazer com que os diversos campi da USP tenham conhecimento e diálogo permanente com suas realidades para que, juntos, possamos ampliar o debate e participação, e avançar nossas lutas pelos direitos mais essenciais da juventude.

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