DCE PARA QUÊ ? DCE PARA QUEM ?
O que você acha do DCE? Qual importância o DCE tem para você? Se essas perguntas fossem feitas ao conjunto de estudantes, certamente a maioria das respostas seria negativa: uma entidade distante, fechada, afastada do cotidiano e das reais necessidades da comunidade universitária.
Apesar de o quadro atual ser realmente desanimador, não podemos confundir a atual gestão com a entidade. O DCE da USP tem uma importância histórica e é referência nacional na defesa da universidade pública. Na USP antidemocrática de hoje, há muitoque fazer! Com outra maneira de enxergar o Movimento Estudantil e o DCE, acredita-mos que é possível recuperar a mais importante entidade estudantil da USP!
UMA GRANDE MELODIA, PORQUE O MOVIMENTO ESTUDANTIL PRECISA MUDAR!
Acreditamos que é fundamental fazer com que a USP seja mais democrática. Para que isso aconteça, chegou a hora de também democratizar o Movimento Estudantil. Ao longo do ano, organizamos na capital e no interior distintas iniciativas em torno do debate da democracia na USP como, por exemplo, a campanha Democracia na USP Já!. Vestimos blusas amarelas e espalhamos faixas pela Democracia na USP. Com passagens em sala, materiais informativos, blog e twitter, vimos que é possível fazer a discussão entre todas e todos os estudantes se houver, de fato, vontade para isso. Somos estudantes que acreditam ser possível um outro Movimento – democrático, aberto, amplo, disposto ao diálogo com os cursos e campi. Queremos fazer um DCE, diferentemente do que vimos esse ano, com a cara dos estudantes do interior e de todas as unidades da capital!
Não são apenas os campi tradicionais da capital que fazem parte da USP! EACH, Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, São Carlos e Ribeirão Preto devem estar inseridos, construindo no dia-a-dia o DCE, e não apenas ser lembrados na hora da eleição. Por que as Assembléias “gerais” só acontecem na FFLCH? Por que não tivemos Assembléias de campi como em outros anos? O DCE esteve presente em sua unidade, organizando debates e atividades sobre os problemas locais e sobre as questões que envolvem nosso cotidiano na USP? A democracia que queremos para a USP também é necessária ao movimento, para que os fóruns e atividades não sejam espaços aparelhados, restritos apenas aos grupos organizados. O DCE precisa ter disposição real de estar presente no cotidiano das e dos estudantes com boletins, jornal periódico, utilizando a internet e meios alternativos de comunicação.
O ano de 2009: O que fez a atual gestão?
Ao longo de 2009, uma série de acontecimentos mostrou a falta de democracia na USP. No começo do ano, veio a implantação do Ensino à Distância através da aprovação do programa UNIVESP sem debate com a comunidade universitária. Depois, vieram a invasão – inédita em décadas – do campus Butantã pela Polícia Militar e o ataque a bombas a uma manifestação pacífica de estudantes, professores e funcionários. Nos campi do interior, a situação não foi diferente: através das “normativas”, a direção da Universidade quis proibir a realização de festas estudantis, retirar os espaços de socialização e confraternização, além de propor regras de “boa conduta”. Nesse cenário, era fundamental que o Movimento Estudantil fosse uma alternativa para os estudantes e que houvesse um DCE forte e presente nos cursos e campi. Entretanto, num momento tão importante, o que se teve foi um ano de derrotas para a comunidade universitária.
A atual gestão Nada Será Como Antes não priorizou, em momento algum, que o debate e a construção política se ampliassem. Ao longo do ano, optou por levar adiante somente seus interesses particulares. Priorizou, por exemplo, construir um congresso de estudantes controlado pelo PSTU, utilizando o nome do DCE, no momento em que a PM era chamada para ocupar o campus.
No segundo semestre, em meio a um processo de escolha totalmente antidemocrático para reitor, o DCE poderia ter organizado uma votação para que nós expressássemos nossa opinião. A gestão do DCE foi contrária e, o que é pior, não foi aos cursos e campi informar e debater o importante momento vivido pela USP. Não é este DCE antidemocrático que queremos! Ao contrário do que vimos nesse ano, o DCE não deve ser um obstáculo à manifestação das e dos estudantes.
E eu com isso? E nós com isso?
Chegou a hora de mudar esta situação. No ano de 2010, devemos seguir discutindo e lutando pela participação da comunidade acadêmica nas decisões dos rumos da Universidade. Democratizando o Movimento Estudantil e mudando a cara do DCE, poderemos exigir democracia na USP.
É fundamental a luta por uma Estatuinte que transforme a atual estrutura de poder. Devemos reaproximar o DCE dos Centros Acadêmicos e dos cursos, organizando, finalmente, um Congresso de estudantes da USP!
Além disso, precisamos de um DCE que esteja disposto a mudar a precária situação de permanência estudantil nos diversos cursos e campi, lutando por bibliotecas, transporte, moradia e bandejão. Já chegou a hora, também, de debatermos outro projeto de acesso ao Ensino Superior! Chegou a hora de nós, estudantes, fazermos valer nossa voz!
Assim, no momento da eleição, devemos estar atentos ao que se apresentará. É importante que possamos discutir e participar para construir outro DCE, outro Movimento Estudantil e, de fato, exigir a transformação da USP! Chegou a hora de TRANSFORMAR O TÉDIO EM MELODIA!
Venha com a gente!

![Siena IV (The Tuscany Series) [Explore] Siena IV (The Tuscany Series) [Explore]](http://static.flickr.com/7083/7320391910_8e527775a2_t.jpg)
Qual o conteudo e a funçao da estatuinte? Pra que o congresso dos estudantes? Esclareça suas propostas
Voces tem carta programa?
e oq foi que vcs fizeram quando foram gestão?