Atualmente, em muitos cursos da USP, da Capital ao Interior, os estudantes estão se deparando com normativas e regimentos disciplinares, sem que nos seja dada a oportunidade sequer de dizer o que pensamos a respeito. A normativa em Ribeirão foi uma decisão tomada sem a participação dos estudantes, ficando explícita a falta de democracia na USP. As movimentações estudantis em Ribeirão levaram à organização de assembléias e à ocupação pacífica da Prefeitura do campus contra a normativa e mostraram que podemos questionar e enfrentar essa estrutura antidemocrática de forma coerente. Através da proposta de reformulação conjunta da normativa, os estudantes de Ribeirão mostraram também que têm responsabilidade com a Universidade, e se dispõem a construí-la.
Para potencializar essas movimentações, entendendo que a USP é uma só, ainda que com vários campi, é essencial que exista algo que dê coesão a todas as iniciativas estudantis. E nós temos esse instrumento, que é o DCE – Diretório Central dos Estudantes. Porém, não foi este o papel que a gestão do DCE deste ano, a Nada Será Como Antes, cumpriu. Priorizou a construção de um congresso nacional de estudantes (hegemonizado pelo PSTU) e não das questões reais do cotidiano dos estudantes da USP. Não estimulou os debates específicos nos cursos, não se propondo a articular os campi entre si; realizou assembléias “gerais” da USP no Butantã mesmo sabendo que o interior não havia tido possibilidade de difundir e discutir os assuntos. E durante as eleições para reitor – outro enorme exemplo da falta de democracia – assumiu a postura do boicote, mas sem informar devidamente os estudantes quanto ao processo eleitoral e construir as mobilizações desde o início em conjunto.
Democratizar a Universidade e o Movimento Estudantil!
Falamos bastante este ano sobre a democracia na USP… Mas para nós, da chapa Para Transformar o Tédio em Melodia, se faz urgente democratizarmos nosso próprio movimento. Faz-se urgente conseguirmos consolidar um movimento de fato amplo, conseqüente, que respeite as diferenças, que não tenha medo de informar realmente os estudantes e só a partir daí fazer os debates e tomar posicionamentos.
Propomos:
-Valorizar as questões específicas de cada unidade ou campi, bem como inseri-las no contexto geral do movimento estudantil;
-Construir em cada local a realização de debates sobre temas diversos, como meio-ambiente, cultura, machismo, diversidade sexual, como forma de ampliar as discussões feitas pelo movimento estudantil;
-Valorizar as Assembléias de campi e os Conselhos de Centros Acadêmicos (CCAs) como espaços de ampliação e democratização das discussões do movimento estudantil;
-Atuar efetivamente em conjunto com os CAs e APGs, como uma via de mão dupla entre as diversas pautas específicas e gerais;
-Realizar reuniões da diretoria do DCE descentralizadas nos campi, e reuniões gerais da entidade nos finais de semana em que houverem CCAs.

![Siena IV (The Tuscany Series) [Explore] Siena IV (The Tuscany Series) [Explore]](http://static.flickr.com/7083/7320391910_8e527775a2_t.jpg)
ahhh…agora ribeirão vai pra frente!
debates de machismo, gênero, cultura e meio ambiente…era tudo que a gente NÃO precisava
E precisa do que?