Para que todos possam cantar uma nova melodia!
Nós, da chapa “Para transformar o tédio em melodia”, estamos nos propondo a ser gestão do DCE-Livre da USP por acreditarmos que é possível e necessário construir um movimento estudantil realmente amplo e democrático, no qual todos os estudantes possam e queiram participar, para construirmos, coletivamente, a universidade que queremos e da qual precisamos. Acreditamos neste movimento porque assim atuamos, no dia-a-dia de nossos cursos e campi, como aqui em São Carlos. Estamos juntos em mais de 30 cursos de quase todos os campi, e nossa proposta é resgatar uma dinâmica democrática, séria e organizada para o movimento, para assim podermos lutar por nossas pautas e pela urgente democratização da universidade.
Mas o que é o DCE e qual sua importância?
O DCE é a entidade que representa todos os estudantes da USP, assim como o CAASO representa os estudantes do campus e as SAs, os dos cursos. Ele tem o papel fundamental de organizar o movimento estudantil da USP, trazendo de cada curso ou campus as demandas dos estudantes e levando a todos eles os assuntos mais importantes em torno dos quais debatermos ou nos mobilizarmos.
Assim, acreditamos que o DCE é um instrumento político muito importante para a articulação do movimento estudantil da USP, no sentido de conhecermos a realidade e a dinâmica de cada campus, e termos um desenho daquilo que nos afeta em cada espaço, reconhecendo as questões que perpassam a todos para fazermos a luta unificada, e a aquelas que nos atingem de forma especifica para fazermos a luta solidária.
Construir um DCE de toda a USP…
Por isso, é preciso construir um DCE que seja de toda a USP, e nos comprometemos com isso. Infelizmente, não é essa postura que vimos na última gestão, que ficou ausente dos debates e problemas que víamos aparecer em cada campus, não conseguiu ampliar a campanha pela democratização da USP, que foi tocada graças a atuação de alguns centros acadêmicos e alguns comitês estudantis, como aqui no CAASO, e que só apareceu pra divulgar demandas que estavam longe da realidade dos estudantes e que importavam apenas ao grupo da gestão do DCE, “Nada Será Como Antes”.
A USP é hoje muito grande e diversa, e sabemos que isso traz dificuldades para a atuação do DCE. Mas é possível e necessário construir essa forma de ação. O DCE precisa ter jornais, boletins impressos e eletrônicos para levar os assuntos aos estudantes. O DCE precisa acompanhar os CAs e SAs e construir o movimento estudantil em conjunto com essas entidades. Precisa, enfim, cumprir seu papel de articular, dinamizar e ampliar o movimento estudantil da USP.
…e também de São Carlos!
Aqui em São Carlos, a Coordenadoria do Campus (que substituiu a antiga Prefeitura) implantou uma gestão super-autoritária, que está tentando restringir a realização de eventos, festas, consumo de bebidas e o uso de nossos espaços; que aprovou um “zoneamento” do campus 2 em substituição ao Plano Diretor, de forma atropelada, sem discussão e com o prédio da coordenadoria trancado por seguranças; e que até mesmo restringiu o direito a fala dos representantes discentes no conselho gestor do campus.
Durante o ano, nós que estamos na chapa em conjunto com vários estudantes, SAs e o CAASO, puxamos o debate sobre esses temas e lutamos contra esse autoritarismo. A presença do DCE teria sido fundamental pra dar força a isso, mas enquanto isso a gestão preferiu passar nas salas chamando os estudantes para um congresso que ninguém sabia o que era e pra que ocorreria.
O DCE pode e deve estar presente em São Carlos, atuando em conjunto com o CAASO, as SAs e todos os estudantes que estiverem dispostos, trazendo um fortalecimento pra nossas lutas, e ao mesmo tempo trazendo até nós as discussões e mobilizações mais importantes pro movimento estudantil da USP toda. Assim, além do que já propusemos no texto, também defendemos e propomos:
-Construção do DCE enquanto entidade estudantil em cada campus, e não uma entidade centralizada que vai até os campi de vez em quando, mas sim pautando as questões específicas de cada lugar, bem como inserindo-as no contexto geral do movimento estudantil;
-Lutar, em conjunto com o CAASO, as SAs e os estudantes de São Carlos para que tenhamos um espaço do CAASO no campus 2, na região central do campus;
-Impedir que a Coordenadoria leve a diante suas intenções de restringir o direito de festas e o consumo de bebidas, além do uso de nossos espaços e dos espaços do campus;
-Construir em cada local a inserção de temas diversos, como meio-ambiente, cultura, questões de gênero, como forma de dinamizar o movimento e aproximar mais estudantes;
-Atuar efetivamente em conjunto com os CAs, Grêmios, SAs e APGs, como uma via de mão dupla entre as diversas pautas específicas e gerais;
-Valorizar as Assembléias de campi e os Conselhos de Centros Acadêmicos como espaços de ampliação e democratização das discussões do ME da USP.

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